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quinta-feira, 26 de março de 2009

Desenvolvimento da Percepção Visual

Moda é diferente de arte e é diferente de design.
A moda está ligada com o tempo, a sociedade, o comportamento, o visual e a economia, já a arte está mais ligada a questão cultural enquanto o design está ligado a forma e a função. Ambos estão ligados com a beleza, lidam com o visual e falam da sociedade, mas os três são diferentes. A moda pode se apropriar da arte e vice-versa, mas a moda não é arte.

A beleza é uma maneira de nos relacionarmos com o mundo, é relação entre sujeito e objeto. Ela é, de certa forma, um conceito de ideal, um horizonte em direção ao qual caminham os objetos particulares que são belos. Ela muda gradativamente e é, muitas vezes, cultural, algo que muda de acordo com a época e a sociedade, de acordo com o que se vivencia.


A Importância do Olhar dentro do Desenvolvimento da Percepção Visual
Não estamos habituados a olhar, passamos no mundo sem olhar para as caoisas, sem enxergar, sem ver. Temos que educar o nosso olhar para que a nossa percepção visual seja mais aguçada, temos que ter um olhar clínico.


Design
Alia a informação visual, que é o mais antigo registro da sociedade. A informação isual tem a história e a política contida dentro de si.

"A forma acompanha a função"
Ou seja, a forma de um objeto tem que ter uma função, o design tem que criar algo com utilidade, algo funcional.


Percepção
(lat)1. Ato ou efeito de perceber pelos orgãos do sentido. 2. Ideia, compreensão de algo.
Dentro da psicologia, percepção é um processo cognitivo no qual um objeto é representado por um sujeito, por um meio de sua atividade psicológica.


Sentidos
Os orgãos dos sentidos fazem parte do sistema olfativo, táctil, viaual, etc. Os quatro sentidos mais conhecidos são a audição, o paladar, o olfato e o tacto.

A sinestesia está ligado ao emocional, é quando se usa mais de um dos sentidos. Ex:
"O brilho macio do cetim" (visão e tato)
"Aroma gritante" (olfato e audição)
"O delicioso aroma do amor" (paladar e olfato)
"Beleza áspera" (Visão e tato)


O ato de Ver
O cérebro, juntamente com a retina (intacta), fazem com que o ato de ver se torne possível. Os cones e bastonetes são os receptores de luz, visto que sem a mesma não se pode enxergar. 

"Porém, a sensação de forma, cor e movimento dos objetos que percebemos não dependem apenas das propriedades da luz mas de uma soma de complexos processos fisiológicos e psicológicos."




"A figura acima mostra como a imagem de um objeto (lápis) se forma retina. A luz refletida no lápis atravessa a córnea e o cristalino que são totalmente transparentes. Ambos formam um sistema de lentes convergentes que focalizam a luz exatamente sobre a retina onde estão os fotorreceptores (cones e bastonetes). Essas células convertem a luz em impulsos elétricos e funcionam como se fossem transdutores de energia. A capacidade da córnea refratar a luz é grande, porém invariável, ao contrário do cristalino que pode mudar a sua forma. Quando um objeto aproxima-se (ou nos aproximamos dele), o cristalino aumenta a curvatura ficando mais convexo e, portanto, aumentando a dioptria. Se o objeto se afastar, ocorrerá o inverso. A capacidade de acomodação do cristalino garante que os objetos nos pareçam sempre nítidos, não importando se eles estão longe ou perto. A retina não tem a mesma sensibilidade em toda a sua extensão. Na fóvea (cuja área é do tamanho da cabeça de um alfinete) a nossa acuidade visual é máxima. É justamente sobre a fóvea que a luz é focalizada pelas lentes e ali só ocorrem os cones (responsáveis pela visão em cores). A medida que se afasta da fóvea a quantidade de cones diminui e a de bastonetes (responsáveis pela visão em tons de cinza) aumenta, até que não haja mais cones. Isso significa que há um campo visual central e outro periférico distintos: o centro proporciona nitidez e visão colorida e o periférico, menos nitidez. A figura abaixo mostra os detalhes estruturais da retina que é composta de fotorreceptores (cones - em vermelho, verde ou azul e bastonetes - em cinza) e as células nervosas. A luz penetra a retina até chegar aos fotorreceptores e é absorvida pela camada de células pigmentares evitando assim a reflexão da luz."



"Veja como a acuidade visual humana é relativa. Durante o dia, ou quando o ambiente é bem iluminado, enxergamos muito bem em cores. Quando os objetos são focalizados sobre a fóvea ficam bem nítidos e coloridos (visão central) e na periferia, desfocados e em tons de cinza (visão periférica). Essa é a dica de que os seres humanos devem ter evoluído em ambiente diurno."



"Para manter nítida a imagem de interesse, precisamos focalizá-la constantemente sobre a fóvea e, para isso, os músculos que movem os olhos e o sistema de lentes devem trabalhar juntos e de modo coordenado. Se você prestar a atenção em alguém lendo ou fazendo trabalhos manuais os seus olhos estarão em constante movimento (garantido a focalização nítida do objeto e o constante processamento da retina). A figura acima e à direita mostra a sensação visual, à noite ou quando a luminosidade é baixa. Os bastonetes ao contrário dos cones, funcionam com pouca luz. Veja como faz sentido o ditado "A noite todos os gatos são pardos". Essas propriedades mostram que o nosso olho está adaptado seja para a visão com muita (dia) ou baixa (crepúsculo) luminosidade.


As informações da retina chegam ao cérebro pelo nervo óptico. Quando as informações nervosas chegam às áreas associativas do córtex visual as imagens formadas na retina ganham significados e ocorrendo a percepção visual, tal como a conhecemos."



"Assim como o cérebro sem o aparelho óptico não pode proporcionar experiências visuais, o olho sadio sem as vias visuais e as áreas associativas cerebrais causam deficiências visuais."

O lado direito do cérebro é responsável pela emoção, criatividade "sub consciente", o lado esquerdo é lógico e racional. Os erros de interpretação visual está ligado aos dois hemisférios do cérebro, onde cada pessoa possui um ponto de vista diferente.





NISHIDA, Silvia Mitiko; OLIVEIRA, Felipe Augusto K de; TROLL Juliana. O Corpo Humano: 

Leia também: 
Crítica à gestalt da percepção visual
Percepção visual gosta do simples

sexta-feira, 20 de março de 2009

Sevan Bicakci

Um designer de jóias, um artesão, que desenha com paixão pela sua amada cidade





Sevan Bicakci é um famoso designer armênio nascido em Istambul. Esse verdadeiro mestre de joalharia começou a trabalhar no Grand Bazaar quando tinha apenas 13 anos.



Seus desenhos e jóias principalmente os anéis são como pedaços de obras arquitetônicas que vêm do passado. Cada peça é única, que te faz sentir como se você usar a miniatura de um monumento.



Seus anéis são peças de perfeição, que parecem contar histórias. Ele gosta de mostrar o seu amor a esta cidade única, utilizando símbolos como mesquitas, assim os anéis são miniaturas de que impressionantes edifícios.



Olhe para essas pedras preciosas, as suas formas de arquitectónica perfeição. Sevan Bicakci trabalha com materiais como ouro, prata, diamantes, pedras, esmalte e gemas.



A jóia abaixo foi a que me fez ficar interessada no trabalho de Sevan, na minha opinião é a mais linda.



Conheça um pouco mais de seu trabalho


































Para mais informações acessem o site do designer


quinta-feira, 19 de março de 2009

Jóias e seus consumidores

Jóias, cada um com a sua, cada um com seu estilo, cada um com um design diferente.
Particularmente nunca gostei muito de jóias douradas, mas estas abaixo me encantaram de tal maneira que fiquei intrigada para saber o nome do design (se alguém souber me conta!).





"Pensem em uma jóia, de tal maneira sedutora, que seja capaz de conquistar mesmo aqueles que não têm o hábito de comprá-las. O consumidor mais desejado é aquele que não se deixa seduzir facilmente."

Perfis de consumidores hoje existentes:

Os Metrosexuais: homens supostamente heterossexuais, porém conectados com a moda, vaidosos e sem preconceitos. Adotam acessórios ultra modernos e investem em jóias de design contemporâneo.

Os Agrosexuais: grupo antagônico aos metrosexuais. Define aqueles indivíduos que se convencionou chamar, meio jocosamente, de agroboys ou agrogirls. São jovens ruralistas, românticos, apegados aos valores tradicionais, moralistas e provincianos, que adotam uma estética country americana como paradigma de gosto. As jóias e adornos são elementos de definição social e de status.

Os Nostálgicos: Conservadores, tradicionalistas e saudosos, estão sempre fazendo uma releitura de épocas passadas. Investem preferencialmente em jóias e acessórios que remetam aos estilos de época.

Os Visionários: Vanguardistas, excêntricos, inovadores e ousados. Lançam moda e ditam tendências. Para estes as jóias servem como afirmação de seu inconformismo com os padrões estéticos vigentes.

Os Intimistas: Apegados à família e aos valores morais, retraídos, tímidos, preservam sua privacidade e evitam a exposição pública. Compram jóias como investimento e para celebrar momentos pessoais.

Os Mediáticos: Belos, charmosos, hedonistas, vivem da super exposição na mídia e sua vida pública e privada se misturam. As jóias e adornos são como uma moldura complementar para o corpo. Devem ter uma aparência que possa ser valorizada pelo olhar eletrônico.

Os Contemplativos: Minimalistas, sensitivos, discretos, afetuosos e sensíveis. Para estes as jóias são feitas, não somente para olhar, mas para serem tocadas e sentidas. Dotadas de energia própria as jóias trazem promessas de paz, cura e serenidade.

Os Vencedores: São pessoas resultantes da mobilidade social que com seu próprio esforço conseguiram conquistar uma carreira e sucesso profissional. Disciplinados e agressivos, dotados de grande auto-estima e personalidade marcante, as jóias são como uma certificação de seu êxito.

Os Esportistas: Cultivam o corpo e a vida saudável, acelerados, bem dispostos, despojados. Preferem jóias que realcem seu corpo e chamem atenção para sua forma física e espírito saudável.

Os Noctívagos: Boêmios, gregários, sociáveis e bem humorados, hedonistas e gastrônomos. As jóias noturnas, que brilham na luz negra das discotecas e dos bares da moda são suas preferidas.

Os Integrados: Seguidores de moda e das tendências, supervalorizam os aspectos simbólicos e de afirmação social. As jóias são indispensáveis e devem estar esteticamente relacionadas com os últimos lançamentos da moda. Consumidores compulsivos as jóias são produtos de vida efêmera.

Os New-Age: Crenças e utopias futuristas, comportamentos alternativos, valores compassivos. Jóias são como uma segunda pele e remetem à noção de permanência e longevidade.

Os Ultra-pragmáticos: Neologismos proposto para os emergentes sociais que tiveram rápida ascensão social em virtude de sua personalidade marcante e desejo de vencer a qualquer preço. Para estes as jóias são o testemunho material de suas conquistas.

Os Extra-sensoriais: Possuem uma percepção diferenciada do tempo e do mundo e por isto focalizam-se nos detalhes sutis das coisas. Por serem mais contemplativos e poéticos preferem as jóias capazes de penetrar em sua aguçada sensibilidade.

Estes grupos acima descritos são apenas frutos de uma observação empírica cujo único intuito é demonstrar a tese da multiplicidade comportamental dos consumidores e da importância da focalização no desenvolvimento de um produto.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Melissa Outono Inverno 2009 - "Afromania"



Já esta a venda a nova coleção Outono/Inverno 2009 da Melissa: "Afromania" (lê-se com a pronúncia do inglês: afromênia). Inspirada nas riquezas e multicultura africana. A artista da vez é Esther Mahlangu (lê-se Ésther), que estampa a Melissas e já está estampando a fachada da Galeria Melissa, na Rua Oscar Freire.



Esther Mahlangu e a Melissa criada por ela.


Acostumada às parcerias criativas com artistas de todo o mundo, a Melissa, que completa 30 anos em 2009, sentiu que era o momento de empreender uma viagem às suas origens e às origens de todos nós, visto que a África é o berço do Brasil, da humanidade, e de uma criatividade sem igual para ser explorada.

Nessa viagem antropológica, que vai além das vontades culturais e de moda que rodeiam nosso imaginário no momento, a marca, ou melhor, a consultora da Melissa, Erika Palomino, encontrou em uma talentosíssima e importante artista africana a força e a cara de sua coleção inspirada na África. Ela é Esther Mahlangu , de 75 anos, símbolo de seu povo, a comunidade Ndebele, por ter resistido, em tempos de forte apartheid, de uma maneira criativa às dificuldades de sua gente: pintando os coloridos desenhos característicos de sua cultura nas fachadas das casas de seu povoado e devolvendo arte, força e bom humor a quem lhes oferecia injustiça. Foi descoberta por pesquisadores franceses em viagem ao continente em 1986 e, daí em diante, viajou o mundo sem falar uma palavra de inglês ou de outro idioma que não o seu, e teve seu trabalho reconhecido.

Conheça a nova coleção















































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